quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Bloqueios na escrita I: a falta de hábito de escrever

A falta de hábito de escrever é um dos grandes bloqueios para o aprimoramento da escrita. Não é possível desenvolver um hábito sem praticar esse hábito, é óbvio! Então, o segredo, se é que isso foi segredo algum dia, é colocar mãos à obras. Iniciar escrevendo assuntos dos quais se gosta é um bom começo. dispor de tempo diário para a escrita é outro mecanismo que pode ajudar muito para a formação desse hábito. Dicas existem muitas, o interessante e praticar o que dá certo com você.

Sobre a falta de hábito de escrever, seguem algumas propostas apresentadas por Carlos Pimentel na obra(*) Redação Descomplicada publicada pela editora Saraiva:

1. Pratique. Escrever é praticar. Habitue-se a escrever algumas linhas todos os dias, só assim você poderá aprimorar o processo de redação.

2. Escreva para desabafar. Escreva como catarse, como  terapia, como forma de colocar para fora seus medos, dúvidas, emoções. Passe para o papel seus problemas pessoais, suas desiluções amorosas, suas frustrações. No mínimo, você economizará o dinheiro do analista.

3. Escreva para exercitar sua cidadania. Escreva como exercício da cidadania. Mostre sua indignação. Defenda por escrito os seus direitos de consumidor, por exemplo. Escreva sobre aquilo que te incomoda, o que meche com você. Você provavelmente não irá mudar o mundo com suas palavras, mas certamente o transformará em um lugar bem mais movimentado.

4. Deixe a escrita fluir. Use a escrita automática. Escreva durante cinco ou dez minutos sobre o que lhe vier à cabeça, sem preocupação com gramática ou estilo. Simplesmente escreva, deixe as palavras sairem. Quando terminar, aí sim, será a hora de pôr ordem no caos.

5. Passe por todos os gêneros. Pratique todos os gêneros de redação. Faça dissertações, narrações; escreva contos e crônicas; estruture uma autobiografia; escreva biografias de pessoas próximas; elabore crônicas e artigos para jornais; faça poemas e letras de música.

6. Descubra o crítico que há em você. Torne-se um crítico literário, musical, cinematográfico. Ouviu um CD interessante? Faça a sua crítica sobre ele. Assistiu a um bom filme? Coloque no papel a impressão que ele lhe causou. Leu um bom livro? Conte a sua história por escrito, justificando o porquê de recomendá-lo ao leitor.

7. Não tema copiar os mestres. Não se envergonhe de imitar os seus, autores prediletos. Se você gosta de um poeta como Vinícius de Moraes, de um cronista como Aldir Blanc, de um jornalista como Diogo Mainardi, inspire-se neles para escrever, imite o estilo. Com o tempo, é claro que você deve ir se liberando, buscando seu próprio estilo, mas no primeiro momento é saudável e recomendável seguir os mestres.

8. Acredite na reescrita. Reescrever o texto é fundamental para o aprimoramento da escrita. É um momento para rever as falhas, atentar para o que você mais peca na escrita, identitificar os pontos fracos e melhorar aquilo que estava bom para ser excelente.

É isso.

(*) texto adaptado. Fonte: PIMENTEL, Carlos. Redação Descomplicada. São Paulo: Saraiva, 2008.

2 comentários:

  1. Achei muito interessante as dicas. Adoro escrever um pouquinho de vez em quando. Seguirei as dicas sempre que possível. Sempre gosto de perguntar também... O que significa catarse?
    Achei muito interessante uma das dicas, sobre "apoiar-se" no estilo dos mestres. Isso é algo que já faço, procurando sempre refletir um pouco.
    Parabéns Cláudia pelo blog. Aguardo novas dicas! =)

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    1. Oi Fabrício! Que bom que gostou e está sendo útil. Seja sempre muito bem vindo aqui, visite sempre!! Escrever por catarse é deixar as ideias sairem sem que você as questione; deixar que as ideias sejam evacuadas em forma de avalanche da sua cabeça; escrever sem pensar. Bjus mil!!!

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